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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Mídia debaterá indicadores de sustentabilidade

Entidades avaliarão questões como transparência; qualidade da cobertura; salários e condições de trabalho dos jornalistas e outros funcionários; impactos sócio-ambientais, entre outros

Representantes de meios de comunicação e de entidades sociais da América Latina se reúnem em Brasília, entre os dias 21 e 22, para o seminário "Indicadores de sustentabilidade para o setor de mídia", organizado pela Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), a Fundação Avina, a representação da Unesco no Brasil, a Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano (FNPI) e a Universidade Javeriana da Colômbia, com apoio da Fundação Ford. O objetivo é discutir a primeira versão de uma ferramenta que permita avaliar as atividades e o impacto das empresas de comunicação do mundo inteiro, com foco na responsabilidade social.

Os indicadores de responsabilidade dos meios de comunicação vêm sendo desenvolvidos pela Gobal Reporting Initiative (GRI) – organização internacional com sede na Holanda que desenvolveu quadros de referência para relatórios de sustentabilidade adotados pelas maiores empresas do planeta.

Para o setor da mídia, questões a serem avaliadas incluem transparência; qualidade da cobertura (devido ao grau de influência do conteúdo divulgado pelos meios de comunicação no público em geral); questões trabalhistas, como salários e condições de trabalho dos jornalistas e outros funcionários; e impactos ambientais, envolvendo, por exemplo, o uso de papel.

Os resultados do seminário serão apresentados a um grupo de trabalho internacional que também recebeu contribuições por uma consulta pública na internet. Depois de mais uma rodada de comentários, os indicadores de sustentabilidade da mídia devem ser implementados em setembro de 2011.

Participam do encontro representantes da Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner), Associação Nacional de Jornais (ANJ), Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Rede Globo, Grupo Estado, Grupo Abril, El Mercurio (Chile), El Universo (Equador), Última Hora (Paraguai), RPP (Peru) e Telefe (Argentina). As entidades sociais serão representadas pela Andi, o Fórum pela Democratização das Comunicações, a Federação Nacional de Jornalistas, a Rede Nacional de Observatórios de Meios, o Intervozes, o Ipea, o Observatório da Imprensa e o Laboratório de Políticas de Comunicação da Universidade de Brasília, entre outros.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Febraban lança consulta sobre indicadores de Sustentabilidade

Sugestões dos internautas ajudarão a definir matriz que identificará práticas de sustentabilidade nos negócios

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) acaba de abrir para consulta pública uma proposta de indicadores de sustentabilidade para instituições financeiras. A iniciativa é o primeiro passo no sentido de construir e implementar uma agenda comum de sustentabilidade no setor financeiro.

O objetivo é colher críticas e sugestões que contribuam para a forma final da matriz de indicadores. A atual proposta foi desenhada a partir de discussões da Febraban com representantes do Ministério do Meio Ambiente, organizações não governamentais e bancos. As opiniões poderão ser dadas pelo site www.febraban.org.br/protocoloverde, que ficará no ar até 7 de novembro de 2010.

Com base nas discussões promovidas pela entidade, o Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV (GVces) elaborou a proposta de indicadores, que permitirão aos bancos identificar o status e a evolução das ações implementadas, tendo em vista os compromissos assumidos no Protocolo Verde.

O atual protocolo, assinado em 2009, inclui cinco princípios e diversas diretrizes que estimulam os bancos a oferecerem linhas de financiamento que fomentem e qualidade de vida da população e o uso sustentável do meio ambiente, a considerarem os impactos e custos sócio ambientais na gestão de seus ativos e na análise de risco de projetos, e a promover interna e externamente o consumo consciente dos recursos naturais.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

96% dos brasileiros não praticam consumo consciente

Constatação foi apresentada no “Observador Brasil”. Mulheres são mais comprometidas que homens

Acabo de receber um material que no mínimo mostra como o assunto Sustentabilidade ainda não é totalmente conhecido pela população brasileira, muito embora já seja tratado de forma abrangente pelos grandes veículos de comunicação de massa. Nada menos que 96% da população brasileira não pratica consumo consciente.

Essa conclusão foi tirada da pesquisa “O Observador Brasil”, promovida pela Cetelem – financeira do grupo francês BNP Paribas – e pela Ipsos. Segundo o estudo, apenas 4% dos entrevistados são conscientes em relação ao consumo, enquanto 11% são totalmente indiferentes.

As entrevistas foram realizadas através do Teste de Consumo Consciente (TTC) elaborado pelo Instituto Akatu, organização que tem como objetivo principal a mobilização das pessoas para um consumo mais consciente e a preservação ambiental.

O teste avalia 13 comportamentos em situações corriqueiras e práticas tais como: se a pessoa deixa lâmpadas acesas em ambientes vazios, se fecha a torneira enquanto escova os dentes, se utiliza o verso do papel já utilizado, se pede nota fiscal quando faz compras, se separa o lixo, etc.

O grupo de indiferentes adota, no máximo, dois comportamentos enquanto os conscientes adotam de 11 a 13 comportamentos. O fator positivo apontado pelo estudo é que 65% dos entrevistados já se comportam como iniciantes, ou seja, adotam de 3 a 7 comportamentos responsáveis, e 20% são comprometidos, adotando de 8 a 10 comportamentos.

Segundo a pesquisa, as mulheres são mais comprometidas que os homens. A classe C apresenta comportamento parecido com a classe A/B e é onde se concentram a maior parte dos Comprometidos e Conscientes. Já na classe D/E aparecem mais consumidores indiferentes ou iniciantes.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

SUSTENTABILIDADE



Como anda o triple bottom line de sua empresa?

Estão enganados os que pensam que Sustentabilidade é um conceito fechado e que leva em conta apenas as vertentes ambientais. Pelo contrário. As práticas sustentáveis são muito mais abrangentes, sendo aplicadas até mesmo no ambiente corporativo afinal 51% da riqueza mundial é concentrada nas grandes multinacionais. Prova disso é a denominação do Triple Bottom Line ou Tripé da Sustentabilidade.

A metodologia voluntária apresenta os resultados de uma empresa sobre os aspectos econômicos, ambientais e sociais. Eles devem interagir. Quanto melhor o resultado, maior será a possibilidade da avaliada ter sucesso. Pelos parâmetros anteriores, uma empresa era sustentável se tivesse economicamente saudável, um bom patrimônio e um lucro sempre crescente, mesmo que houvesse dívidas, sem levar em consideração seus públicos interno e externo.

Em todos os casos, as empresas que apresentam esta conta tripla de resultados perceberam, antes de outras, que no futuro imediato o consumidor se tornará cada vez mais responsável e exigirá saber qual é o impacto econômico, ambiental e social que geram os produtos que premia com a sua compra.

O conceito também é chamado de 3P (People, Planet and Profit, ou, em português, Pessoas, Planeta e Lucro), por considerar a interação de vários aspectos. No item people, a empresa é avaliada se presta um bem estar aos seus funcionários e famíli, se segue a legislação trabalhista e se afeta as comunidades ao seu redor.

O item planeta refere-se ao capital natural do planeta, se uma empresa ou a sociedade deve pensar nas formas de amenizar seus impactos e compensar o que não é possível amenizar.

O item profit (lucro) diz respeito ao resultado econômico propriamente dito.

É importante verificar que esses conceitos podem ser aplicados tanto de maneira macro, para um país ou próprio planeta, como micro, sua casa ou uma pequena vila agrária.

O tripé é a principal ferramenta do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e no Dow Jones Sustainability Index (DJSI) da Bolsa de Nova York. Ações das empresas selecionadas por estes índices costumam apresentar, somadas, rentabilidade acima da média das empresas listadas nos índices Dow Jones Global e Ibovespa.

Há bancos brasileiros que oferecem investimentos em carteiras de ações de empresas selecionadas pelos critérios do Triple Bottom Line, com rentabilidade consideravelmente superior à dos fundos tradicionais. Essas empresas conseguem, assim, atrair capitais com mais facilidade, com acesso a financiamentos de instituições que fazem exigências socioambientais.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

CARTA DA TERRA

Ong lança campanha por princípios éticos

Não é de hoje que a ONG Carta da Terra Brasil [http://www.cartadaterrabrasil.org/prt/index.html] não mede esforços na campanha por um mundo melhor.

No mês passado a organização lançou um filme de 60 segundos que tem sido veiculado pelas principais emissoras de televisão por assinatura do país. O objetivo da campanha e motivar as pessoas a conhecer a declaração de princípios éticos A Carta da Terra, compreender os seus conceitos e aplica-los com uma orientação para as suas atividades diárias.

O comercial é uma animação produzida a partir de desenhos feitos por crianças da Casa do Zezinho, entidade social que visa promover a cultura e educação entre crianças carentes na cidade de São Paulo.

Abaixo reproduzo o filme, por sintetizar muito bem o objetivo deste blog e de tantas iniciativas em todo o mundo.

Tirem um minuto e vejam. Vale a pena.

A Carta da Terra Brasil from Carta da Terra Brasil on Vimeo.

COPA NA AMAZÔNIA

Foto do projeto de como será a Arena da Amazônia, que será utilizada durante a Copa de 2.014


Conceitos de Sustentabilidade ajudaram Manaus a ser sub-sede do Mundial em 2.014

O apelo para uma sociedade que impacte menos no ambiente começa a produzir ecos de maneira mais forte. O tema Sustentabilidade está em voga, as grandes corporações têm aberto os olhos para a questão, as grandes redes de TV e a mídia em geral tratam o assunto de forma abrangente. A mais recente prova disso foi a escolha da cidade de Manaus como uma das sedes brasileiras para a Copa de 2.014.

Sem dúvida o apelo de realizar um vento do tamanho de uma Copa, no local considerado o “pulmão do mundo” foi extremamente importante para a seleção da capital amazonense. No projeto apresentado a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e à Fifa, o governo do estado mostrou o plano para reduzir a emissão dos gases do efeito estufa (GEE). A proposta é que até a Copa de 2014 tenha-se quantidade zero de carbono na atmosfera.

A intenção é mostrar também o que está sendo feito para monitorar a Floresta Amazônica e evitar seu desmatamento, através de ações como o Bolsa Floresta. O modelo de monitoramento da Amazônia será mostrado através da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) no Rio Madeira, criada em julho de 2006, com área de 283.117 hectares. No local, moram hoje 582 famílias, cujas suas vidas devem passar por verdadeira transformação depois da implementação das ações previstas na área.

O projeto visa envolver a região no tripé: clima, biodiversidade e comunidade e que a combinação fará diferença nesta Copa do Mundo. A execução de serviços ambientais, será um mecanismo financeiro para quem vive na região. Ou seja, enquanto famílias preservam a floresta, as mesmas garantem renda, melhorando de vida e reduzindo a pobreza – tudo por meio do programa Bolsa Floresta.

Além disso, o projeto terá ao mesmo tempo a função de capacitar a população da área, oferecendo suporte para geração de renda através de negócios sutentáveis, com a participação de núcleos de desenvolvimento e sustentabilidade. A idéia é mostrar que através de todas estas ações, é possível criar melhor qualidade de vida, oferecendo à população da reserva mais saúde, educação e lazer, fazendo com que através desta mudança de vida, a Copa consiga ser realizada com grande parte da floresta ainda de pé.

Para chamar a atenção para a importância da região na competição, será mostrado que “mudanças climáticas” é um assunto que envolve o mundo, mas que está sendo tratado de forma especial na região amazônica, através de soluções locais, que envolvem tanto o social, quanto o econômico e o ambiental.

Para evitar o desmatamento será criado um fundo permanente para garantir a sustentabilidade do projeto a longo prazo e ainda a importância de procedimentos de transparência para garantir a eficácia do que se tem planejado, através do contrato de contabilidade com a empresa Deloitte e auditoria pela Price Water House Coopers. Tal fundo seria criado da receita proveniente da venda de 1,2M tCO2 [1 milhão e 200 mil toneladas de carbono, cálculo feito de acordo com o que foi obtido na Copa da Alemanha].

Como se pode observar, além do que representa a Amazônia para o mundo, os argumentos apresentados foram bastante fortes.

Nos próximos posts vou mostrar o projeto de Cuiabá, que também utilizou conceitos de Sustentabilidade para ser uma das sub-sedes da competição.