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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Brasil pode economizar R$ 3,4 bi com lâmpadas

Estudo coordenado pela ONU sugere a troca em todo o mundo de lâmpadas incandescentes por fluorescentes

O Brasil pode alcançar uma economia anual de até R$ 3,4 bi nos próximos anos. Para isso seria preciso trocar todas as lâmpadas incandescentes que ainda existem no país por outras fluorescentes, de consumo menor.

Essa é uma das constatações de uma pesquisa apresentada durante a Conferência Climática da ONU (COP-16), que está sendo realizada em Cancún, México. Cerca de 40 países já têm programas nesse sentido, disse o Programa Ambiental da entidade.

A geração da eletricidade para a iluminação, muitas vezes pela queima de combustíveis fósseis, representa mais de 8% das emissões globais de gases do efeito estufa, afirma o estudo.

Assim, a adoção de lâmpadas mais eficientes poderia reduzir em 2% a demanda por eletricidade para a iluminação. O estudo foi patrocinado pelo Programa Ambiental da ONU e pelas empresas Osram e Philips, que fabricam lâmpadas.

O texto diz que o Brasil, por exemplo, seria um dos maiores beneficiados, com uma economia de US$ 2 bilhões por ano. Fazendo a conversão para um valor de R$ 1,7 por dólar, esta economia seria algo em torno de R$ 3,4 bi por ano.

Já a Indonésia, poderia economizar US$ 1 bilhão por ano e cortar 8 milhões de toneladas nas emissões de gases do efeito estufa, o equivalente a tirar 2 milhões de carros das estradas.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

SUSTENTABILIDADE



Como anda o triple bottom line de sua empresa?

Estão enganados os que pensam que Sustentabilidade é um conceito fechado e que leva em conta apenas as vertentes ambientais. Pelo contrário. As práticas sustentáveis são muito mais abrangentes, sendo aplicadas até mesmo no ambiente corporativo afinal 51% da riqueza mundial é concentrada nas grandes multinacionais. Prova disso é a denominação do Triple Bottom Line ou Tripé da Sustentabilidade.

A metodologia voluntária apresenta os resultados de uma empresa sobre os aspectos econômicos, ambientais e sociais. Eles devem interagir. Quanto melhor o resultado, maior será a possibilidade da avaliada ter sucesso. Pelos parâmetros anteriores, uma empresa era sustentável se tivesse economicamente saudável, um bom patrimônio e um lucro sempre crescente, mesmo que houvesse dívidas, sem levar em consideração seus públicos interno e externo.

Em todos os casos, as empresas que apresentam esta conta tripla de resultados perceberam, antes de outras, que no futuro imediato o consumidor se tornará cada vez mais responsável e exigirá saber qual é o impacto econômico, ambiental e social que geram os produtos que premia com a sua compra.

O conceito também é chamado de 3P (People, Planet and Profit, ou, em português, Pessoas, Planeta e Lucro), por considerar a interação de vários aspectos. No item people, a empresa é avaliada se presta um bem estar aos seus funcionários e famíli, se segue a legislação trabalhista e se afeta as comunidades ao seu redor.

O item planeta refere-se ao capital natural do planeta, se uma empresa ou a sociedade deve pensar nas formas de amenizar seus impactos e compensar o que não é possível amenizar.

O item profit (lucro) diz respeito ao resultado econômico propriamente dito.

É importante verificar que esses conceitos podem ser aplicados tanto de maneira macro, para um país ou próprio planeta, como micro, sua casa ou uma pequena vila agrária.

O tripé é a principal ferramenta do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e no Dow Jones Sustainability Index (DJSI) da Bolsa de Nova York. Ações das empresas selecionadas por estes índices costumam apresentar, somadas, rentabilidade acima da média das empresas listadas nos índices Dow Jones Global e Ibovespa.

Há bancos brasileiros que oferecem investimentos em carteiras de ações de empresas selecionadas pelos critérios do Triple Bottom Line, com rentabilidade consideravelmente superior à dos fundos tradicionais. Essas empresas conseguem, assim, atrair capitais com mais facilidade, com acesso a financiamentos de instituições que fazem exigências socioambientais.

sábado, 23 de maio de 2009

SOLUÇÃO PARA O XIXI?

Empresa australiana cria vaso sanitário que promete acabar com polêmica do xixi durante o banho

Na semana passada circulou pela internet uma ideia considerada no mínimo controversa: fazer xixi durante o banho como forma de se economizar água. O assunto foi debatido das mais diversas formas, em rodas de conversas, lembro que na redação várias pessoas se manifestaram, em blogs, mas foi na internet mesmo que o assunto ganhou repercussão.

A ideia lançada pela organização não governamental (ONG) SOS Mata Atlântica. Segundo a entidade, quem urinar no banho vai evitar puxar a descarga do vaso sanitário. Desse jeito, segundo os cálculos da ONG, a economia anual é 4.380 litros (ou 12 litros de água por dia).

A principal ferramenta da campanha é um site na internet que diz que, consumindo menos água, as nascentes dos rios e os recursos naturais são preservadas. A ONG diz que o site teve 71 mil acessos em uma semana.

A iniciativa pode ser válida, mas aqueles que a contestam afirmam que a uréia [uma das substâncias encontradas na urina] não se dilui completamente na água, produzindo mau cheiro. Para que ele suma seria necessário lavar a área com outra carga de água e mais detergentes. Como resultado, há um consumo maior de água e ainda se lançam substâncias químicas na natureza, anulando a intenção inicial.

O assunto é controverso, mas parece que a empresa australiana Caroma encontrou a solução. Ela lançou um modelo inovador de pia acoplada a um vaso sanitário. Assim é possível coletar água usada na pia e utilizá-la para dar descargas.

O modelo [profile 5] ainda não chegou ao Brasil, mas promete uma economia de até 70% no uso de água no vaso sanitário.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

ALERTA


Eletrônicos triplicarão consumo de energia até 2030

Andrea Vialli
blog Sustentabilidade

Computadores, notebooks, iPods, agendas eletrônicas, celulares… Todas essas maravilhas modernas da comunicação trazem junto um problema: poderão triplicar o consumo de energia até 2030. O alerta foi dado pela Agência Internacional de Energia (IEA), em um relatório divulgado na quarta-feira (13/5) em Paris.

Os gadgets e outros aparelhos eletrônicos já correspondem por 15% do consumo doméstico em todo o mundo. Até 2030, a conta de energia do mundo será de US$ 200 bilhões ao ano, o equivalente a um consumo de 1.700 terawatt/hora (o que corresponde ao consumo atual dos Estados Unidos e Japão juntos, dois países que figuram como os mais eletrointensivos do mundo).

Paul Waide, analista da IEA, afirma que o crescimento maior do número de eletroeletrônicos se dará nos países em desenvolvimento, onde o consumo de modo geral cresce a taxas mais aceleradas e há menos políticas de eficiência energética. Existe também o problema dos aparelhos eletrônicos de qualidade inferior e, portanto, menos econômicos.”Isso vai colocar em risco os esforços para aumentar a segurança energética do mundo e para reduzir a emissão de gases estufa”, afirmou a agência.

A tecnologia é bem-vinda - afinal, sem esses equipamentos não teríamos esse canal de contato -porém as indústrias têm responsabilidades nesse processo, que nem sempre estão dispostas a arcar. Uma é produzir aparelhos de consumo reduzido. Outra é diminuir a chamada ‘obsolescência programada’ (a data de ‘validade’ de um produto, que é cada vez mais reduzida, em nome do aumento do consumo) e outra é a responsabilidade pelo bem ao final de sua vida útil. (A respeito disso, veja nossa reportagem - “Empresas recolhem equipamentos usados”).

quinta-feira, 23 de abril de 2009

INOVAÇÃO


Empresa brasileira produzirá plástico biodegradável em larga escala

Lourenço Canuto
Agência Brasil

Uma empresa brasileira vai produzir anualmente 200 mil toneladas de matéria-prima para a produção de plásticos a partir da cana-de-açúcar, um material totalmente biodegradável que pode se decompor na natureza um ano depois de descartado. O plástico tradicional, que tem o petróleo como matéria-prima, leva mais de 200 anos para degradar-se completamente.

Outras empresas também já usam tecnologias para produção de plástico biodegradável no país, mas agora essa experiência é de larga escala. A iniciativa é da empresa petroquímica Braskem que vai lançou ontem (22/4) em Triunfo, no Rio Grande do Sul, a pedra fundamental do Projeto Verde da Braskem, planta industrial da fábrica cujas obras vão gerar 1.500 empregos.

A unidade deverá estar concluída no final do próximo ano e consumirá investimentos de R$ 500 milhões. Segundo o responsável pela comercialização de polímeros verdes da Braskem, Luiz Nitschke, essa será a primeira operação em escala comercial no mundo da produção de polietileno verde a partir de matéria-prima 100% renovável.

Nitschke informou que a produção será destinada ao mercado do produto alternativo, que consome em todo o mundo 70 milhões de toneladas de polietileno por ano. O consumo de plásticos provenientes de todas as origens chega a 200 milhões de toneladas ao ano, de acordo com ele.

Ele explicou que, inicialmente, será usada cana proveniente de São Paulo, mas o projeto vai estimular também a exploração da cultura no estado. O zoneamento agrícola da cana-de-açúcar no Rio Grande do Sul foi divulgado na semana passada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O polietileno biodegradável vai ser produzido a partir de uma resina sintetizada do etanol e permitirá a fabricação de tanques de combustível para veículos, filmes para fraldas descartáveis, recipientes para iogurtes, leite, xampu, detergentes.

O polietileno é fornecido à indústria em forma de bolinhas que são então transformadas nas embalagens ou em peças para diversas finalidades, como para a indústria de brinquedos.

Nitschke afirma que usar álcool para produzir polietileno não vai provocar impacto na produção de açúcar ou de combustível, tendo em vista a potencialidade do Brasil nessa área. O país, conforme destacou o executivo, produz 500 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano e praticamente metade vai para a industrialização do etanol e os 50% restante, para a produção do açúcar.

A planta que a Braskem terá funcionando no ano que vem envolverá o uso inicial de 400 milhões de litros de álcool.

O plástico biodegradável libera gás carbônico e água quando se decompõe e não libera substâncias tóxicas.