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sexta-feira, 15 de maio de 2009

ALERTA


Eletrônicos triplicarão consumo de energia até 2030

Andrea Vialli
blog Sustentabilidade

Computadores, notebooks, iPods, agendas eletrônicas, celulares… Todas essas maravilhas modernas da comunicação trazem junto um problema: poderão triplicar o consumo de energia até 2030. O alerta foi dado pela Agência Internacional de Energia (IEA), em um relatório divulgado na quarta-feira (13/5) em Paris.

Os gadgets e outros aparelhos eletrônicos já correspondem por 15% do consumo doméstico em todo o mundo. Até 2030, a conta de energia do mundo será de US$ 200 bilhões ao ano, o equivalente a um consumo de 1.700 terawatt/hora (o que corresponde ao consumo atual dos Estados Unidos e Japão juntos, dois países que figuram como os mais eletrointensivos do mundo).

Paul Waide, analista da IEA, afirma que o crescimento maior do número de eletroeletrônicos se dará nos países em desenvolvimento, onde o consumo de modo geral cresce a taxas mais aceleradas e há menos políticas de eficiência energética. Existe também o problema dos aparelhos eletrônicos de qualidade inferior e, portanto, menos econômicos.”Isso vai colocar em risco os esforços para aumentar a segurança energética do mundo e para reduzir a emissão de gases estufa”, afirmou a agência.

A tecnologia é bem-vinda - afinal, sem esses equipamentos não teríamos esse canal de contato -porém as indústrias têm responsabilidades nesse processo, que nem sempre estão dispostas a arcar. Uma é produzir aparelhos de consumo reduzido. Outra é diminuir a chamada ‘obsolescência programada’ (a data de ‘validade’ de um produto, que é cada vez mais reduzida, em nome do aumento do consumo) e outra é a responsabilidade pelo bem ao final de sua vida útil. (A respeito disso, veja nossa reportagem - “Empresas recolhem equipamentos usados”).

terça-feira, 12 de maio de 2009

LEGISLAÇÃO

Nova lei tenta soluções para fogões e geladeiras

Suelene Gusmão, do MMA

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) deve ir à votação no Plenário da Câmara dos Deputados ainda este mês. Encontra-se em fase final a elaboração de substitutivo para alterar mensagem do Executivo que cria a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Com a aprovação da PNRS pretende resguardar o País dos efeitos nocivos ao ambiente causados por rejeitos urbanos, industriais, rurais e também os provenientes de áreas como a saúde.

O texto contém diretrizes para a gestão, o gerenciamento e o manejo dos resíduos. Além de inibir a produção de artigos perigosos ao ambiente e à saúde humana, o projeto de lei incentivará os fabricantes a adotarem tecnologias saudáveis para o desenvolvimento de produtos seguros e a adotarem procedimentos adequados para a destinação final dos rejeitos da produção desses produtos.

A discussão da PNRS pelo Congresso Nacional, que regulamenta o descarte de resíduos especiais, coincide com o a decisão do Governo Federal de baixar a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os chamados produtos da linha branca (geladeiras, fogões) e da abertura de linha crédito do Banco do Brasil, para incentivar sua aquisição. A questão que se coloca no momento é a destinação dos eletrodomésticos que estão sendo substituídos.

De acordo com Marcos Bandini, gerente de Projetos do Departamento de Ambiente Urbano da SHRU, no momento, a questão do descarte destes produtos ainda não afeta o meio ambiente devido a um número significativo de doações destas mercadorias. Bandini explicou, no entanto, que a única alternativa para tratar este tipo e resíduo é o aperfeiçoamento e a aprovação pelo Congresso Nacional do Projeto de Lei 991. “Discussões desta natureza demonstram a importância de o Brasil ter uma política integrada de resíduos sólidos”, disse Bandini.

Uma outra novidade refere-se à questão dos resíduos especiais, como o lixo hospitalar, às embalagens consideradas resíduos perigosos e aos pneus, cujo recolhimento e destinação passariam a ser de responsabilidade do empreendedor e não apenas do poder público, como atualmente. Existe ainda criação da figura da empresa exclusivamente recicladora que tem por objetivo estimular a coleta seletiva e a reciclagem por meio de incentivos fiscais e tributários.