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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Brasil pode economizar R$ 3,4 bi com lâmpadas

Estudo coordenado pela ONU sugere a troca em todo o mundo de lâmpadas incandescentes por fluorescentes

O Brasil pode alcançar uma economia anual de até R$ 3,4 bi nos próximos anos. Para isso seria preciso trocar todas as lâmpadas incandescentes que ainda existem no país por outras fluorescentes, de consumo menor.

Essa é uma das constatações de uma pesquisa apresentada durante a Conferência Climática da ONU (COP-16), que está sendo realizada em Cancún, México. Cerca de 40 países já têm programas nesse sentido, disse o Programa Ambiental da entidade.

A geração da eletricidade para a iluminação, muitas vezes pela queima de combustíveis fósseis, representa mais de 8% das emissões globais de gases do efeito estufa, afirma o estudo.

Assim, a adoção de lâmpadas mais eficientes poderia reduzir em 2% a demanda por eletricidade para a iluminação. O estudo foi patrocinado pelo Programa Ambiental da ONU e pelas empresas Osram e Philips, que fabricam lâmpadas.

O texto diz que o Brasil, por exemplo, seria um dos maiores beneficiados, com uma economia de US$ 2 bilhões por ano. Fazendo a conversão para um valor de R$ 1,7 por dólar, esta economia seria algo em torno de R$ 3,4 bi por ano.

Já a Indonésia, poderia economizar US$ 1 bilhão por ano e cortar 8 milhões de toneladas nas emissões de gases do efeito estufa, o equivalente a tirar 2 milhões de carros das estradas.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Aneel adia aprovação do edital do leilão de fontes alternativas

MME pediu prazo para proceder habilitação técnica dos empreendimentos cadastrados

Agência CanalEnergia, Planejamento e Expansão

A Agência Nacional de Energia Elétrica retirou da pauta da reunião pública de ontem (18) de maio, a apreciação do edital do leilão de fontes alternativas, que estava previsto para o mês de junho. Segundo Edvaldo Santana, diretor relator da matéria, a medida foi atendendo um pedido do Ministério de Minas e Energia, que pediu mais prazo para proceder a habilitação técnica dos empreendimentos cadastrados.
Santana disse que, em ofício enviado na última sexta-feira, 14, o MME disse que não seria possível fazer a habilitação em tempo hábil para a realização do certame no final de junho. Foram cadastrados 478 empreendimentos, com capacidade instalada de 14.529 MW. O diretor afirmou que vai esperar novas diretrizes do MME para recolocar o edital na pauta.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

ENERGIA RENOVÁVEL

Especialistas recomendam nova matriz energética

Durante o seminário “A exploração do potencial eólico brasileiro”, promovido pela Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, técnicos e especialistas apontaram como necessária a diversificação da matriz energética brasileira, com investimentos principalmente em energia éolica.

Segundo o secretário-executivo adjunto do Ministério das Minas e Energia, Francisco Romário Wojcicki, o potencial hidrelétrico do país, da ordem de 860 gigawatts, deverá estar esgotado entre 2030 e 2045.

Do total da energia consumida no país, mais de 80% provêm de hidrelétricas, daí a necessidade da procura por outras fontes de energia, segundo a constatação de Francisco Wojcicki. Outros 5,3% são obtidos através de biomassa e apenas 0,1% dos ventos.

Outro assunto tratado no encontro e que reforça um novo pensamento sobre a matriz energética no Brasil está no crescimento econômico. Se nos próximos anos o país crescer no mesmo ritmo ou tenha este ciclo acelerado, precisará cada vez mais de energia. Para tanto, o engenheiro da Eletrobrás Márcio Antonio Guedes Drummond apresentou estudo, segundo o qual, até 2017, o país precisará gerar, em média, 26 mil novos megawatts de energia. “Não é possível atender todo esse crescimento com apenas uma fonte ou duas”, disse à Agência Câmara.

Em relação a energia eólica, atualmente a produção nacional é de 550 megawatts. Embora ainda seja uma participação pequena, a previsão é que entre 2007 e 2010, o país multiplique por seis a capacidade instalada de geração de energia por meio do vento.

Primeiro leilão
O primeiro leilão específico para a área de energia eólica será realizado no dia 25 de novembro. Com isso, essa fonte passa a integrar, pela primeira vez, a matriz energética brasileira. O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, informou que 441 projetos foram credenciados para o leilão. Em sua opinião, o interesse da iniciativa privada atesta a viabilidade da geração eólica no País. No total, esses interessados apresentaram propostas com potencial de geração de mais 13 mil megawatts.

O presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeólica), Lauro Fiúza, que também participou do debate, afirmou que o novo mapa eólico do país, em elaboração, mostra uma capacidade de geração superior a 300 mil megawatts. "Isso equivale a 20 usinas de Itaipu", comparou.

Outra vantagem brasileira, segundo ele, é a complementaridade possível entre as fontes hidráulica e eólica. Fiúza explicou que, enquanto as chuvas são mais fortes no primeiro semestre e perdem impacto no segundo, com os ventos ocorre o contrário - eles são mais fracos na primeira metade do ano e mais vigorosos na segunda.

Essa avaliação do caráter complementar entre as energias eólica e hidrelétrica é compartilhado pelo engenheiro marcos Antonio Drummond. Ele cita estudos que mostram que, com a substituição das usinas térmicas do Nordeste por eólicas, é possível aumentar não apenas o nível dos reservatórios na seca como reduzir os custos de operação e melhorar a interligação do sistema.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

MEDIDAS CONTRA O AQUECIMENTO

Investimentos em eficiência energética devem ser quadruplicados

A Agência Internacional de Energia (AIE) disse que, para impedir que o aquecimento global supere os níveis controláveis, os investimentos em eficiência energética e tecnologias limpas devem ser quadruplicados. Isto significaria investir 400 bilhões de dólares por ano durante os próximos 20 anos, já que os diversos planos do governo contra a crise anunciados até agora preveem 100 bilhões de dólares para essas questões.

De acordo com a agência, a eficiência energética pode representar 54% do esforço pela redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) pela metade até 2050, para que o aumento da temperatura global não supere os dois graus a partir dos quais se considera que as alterações climáticas resultariam em consequências incontroláveis. O restante da diminuição se daria com o desenvolvimento de energias renováveis, mais centrais nucleares, e produção de tecnologia de captura e armazenamento de CO2 a partir de 2020, de acordo com a AIE, que reúne os grandes países consumidores de energia membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

A agência, que manifestou sua satisfação com o compromisso do G8 em reduzir em 80% as emissões de gases do efeito estufa até 2050 em relação aos níveis de 1990, pediu que os governos adotem "políticas estáveis e transparentes que promovam investimento em energia e melhorem sua regulação nos mercados do futuro". A AIE também destacou que é na área de eficiência energética que "os governos podem fazer a diferença" no corte de emissões de gases do efeito estufa.

Fonte: Finanzas.com

RECONHECIMENTO

ONU certifica geração de energia em assentamentos do Pará

A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Governo de Dubai, dos Emirados Árabes Unidos, certificaram com o título de Melhores Práticas de 2008 a energia gerada em dois assentamentos do Oeste do Pará: Mojú I e II e Corta Corda, ambos localizados no município de Santarém (PA). Nestes locais, foram implantadas seis Micro Centrais Hidrelétricas (MHC), que produzem energia limpa e com baixo impacto ambiental a partir de igarapés existentes na região.

A certificação foi destinada à empresa responsável pela criação das turbinas das MCHs, a Indalma, que recebeu recursos da Superintendência Regional do Incra no Oeste do Pará e da Prefeitura de Santarém para implantar o projeto. As MCHs instaladas nos assentamentos Mojú I e II e Corta Corda têm capacidade para atender a cerca de 1,9 mil famílias. A primeira MCH foi instalada em junho de 2006 e a última, em junho de 2008.

O reconhecimento da iniciativa ocorreu por meio do Dubai Internacional Award for Best Practices (Prêmio Internacional de Boas Práticas de Dubai), premiação gerida conjuntamente pelo Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (UN-HABITAT) e pelo governo de Dubai. Iniciado em 1995, o prêmio foi criado para reconhecer e reforçar projetos que tenham como foco a sustentabilidade e a melhoria das condições de vida da população.

O projeto das MCHs foi certificado na categoria Best Practices (Melhores Práticas), onde outros nove, do Brasil, e 82 de diversos países figuram. Desde 1995, o prêmio de boas práticas atraiu mais de quatro mil iniciativas de 140 países. Na última edição, a sétima, foram registradas cerca de 500 inscrições.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

CERTIFICAÇÃO

Prédios receberão etiquetas que atestam sua eficiência energética

Como parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem, o Inmetro e a Eletrobrás lançaram a Etiqueta de Eficiência Energética de Edificações Comerciais, de Serviços e Públicos. É um sistema semelhante ao que avalia aparelhos domésticos, como chuveiros elétricos e geladeiras. O objetivo da etiqueta é incentivar projetos que levem em conta características de construções sustentáveis, aproveitando, por exemplo, iluminação e ventilação naturais. Isso reduz a necessidade do uso de iluminação artificial e de sistemas de ar condicionado.

A etiqueta avalia três aspectos dos edifícios: envoltório (a fachada e o entorno), sistema de iluminação e condicionamento de ar. Cada aspecto recebe uma classificação entre A (o melhor nível de eficiência) e E (o pior nível). Os prédios que receberem classificação A nos três sistemas ganharão o selo Procel Edifica. Por enquanto, a etiqueta só está disponível para prédios comerciais, de serviços e públicos, e a previsão do Inmetro é que em 2010 sejam incluídos também os edifícios residenciais. A adesão ao programa por parte de construtores e incorporadores é voluntária, mas, dentro de alguns anos, o cumprimento dos requisitos de eficiência energética deverá ser obrigatório.

Atualmente, de acordo com o Ministério de Minas e Energia, os edifícios são responsáveis por 42% da energia consumida no país — 23% vai para o setor residencial, 11% para o comercial e 8%, para o setor público. Somente o sistema de ar condicionado devora 48% da energia, e a iluminação, 24%.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

ENERGIA RENOVÁVEL


Pesquisadores desenvolvem material para torres eólicas 40% mais barato

EcoDesenvolvimento

Pesquisadores da Universidade de Coimbra apresentam, no Ceará, uma técnica inovadora de construção de torres metálicas para fábricas eólicas, que poderá reduzir até 40% o preço do equipamento. A pesquisa será exibida durante o Power Future 2009 - Exposição Internacional e Seminários das Energias Alternativas e Renováveis, que é realizado em Fortaleza, de 29 de junho a 1º de julho.

O projeto utiliza aço de alta resistência para "fazer nascer uma nova geração de torres, mais leves, fáceis de transportar e, portanto, mais econômicas", informou em comunicado o presidente do Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), Luís Simões da Silva.

Luís Simões, que é o principal responsável pelo projeto sobre torres de aço super-resistentes para turbinas eólicas, ressaltou que a tecnologia contempla torres "com uma altura entre os 80 e os 120 metros".

Para o diretor-geral da Braselco (empresa de serviços com sede em Fortaleza e que atua nas áreas de projetos, assessoria e consultoria em energias renováveis), Armando Abreu, a inovação representa um significativo avanço para o setor.

“Essa nova tecnologia vai permitir a substituição das tradicionais flanges, utilizadas na união das seções de torres metálicas de aerogeradores eólicos, por peças construídas em aço S460, de alta resistência e mais baratas", explicou. Ele estima uma economia de 30% a 40% no preço das torres, que custam até R$ 1,2 milhão.

PARCERIAS

Para Simões da Silva, o trabalho desenvolvido "mostra claramente que a universidade não faz investigação abstrata, mas sim de utilização prática". Ele informou ainda que outras universidades da Suécia, Alemanha e Grécia são parceiras no projeto, e que a intenção é analisar as possibilidades de inserir as universidades do Ceará no programa. Empresas da Finlândia, Alemanha e de Portugal também fazem parte do grupo que desenvolveu o projeto.

terça-feira, 23 de junho de 2009

GERAÇÃO DE ENERGIA


Minc defende incentivo à energia eólica

Carlos Rangel
Mercado Carbono

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, quer ampliar a geração de energia eólica no País. Durante o Fórum Nacional Eólico, encerrado sábado (20), disse que "o Brasil não pode continuar na contramão da tendência mundial", referindo-se à ampliação da geração de energia por usinas térmicas. Segundo ele, o Brasil tem um papel determinante na Convenção do Clima de Copenhague (COP-15), em dezembro, e tem de mostrar que está investindo em energia limpa, informa Paulenir Constâncio, da assessoria do ministério.

O ministro assinou a Carta dos Ventos com dez secretários de Estados e todos os representantes brasileiros do setor. O documento aponta para a busca de consenso sobre as necessidade de maior participação da energia limpa eólica na matriz energética brasileira. Segundo o ministro, o leilão para a entrada de 1000 MW de origem eólica no sistema ainda é pouco. "Temos de fazer leilão de pelo menos 3 mil por ano", disse.

Minc disse que o Ministério do Meio Ambiente planeja simplificar o licenciamento. Já está no Conama resolução que fará com que as usinas térmicas adotem medidas mitigatórias, assumindo o custo ambiental de suas emissões, o que tornará os parques eólicos mais competitivos, além de incentivar a integração da geração eólica ao sistema de distribuição das demais fontes. A importação, um dos entraves da ampliação do setor, terá IPI reduzido, segundo entendimentos que vem sendo mantidos com a área econômica do governo, além de reduzir os índices de nacionalização do setor, atualmente em 70%.

"O Brasil é a terra dos ventos" e precisa investir bem mais na energia limpa e não nas térmicas, que lançam toneladas de CO2 na atmosfera. Para ele, o Nordeste tem vocação natural para esse tipo de energia e poderá receber a instalação dos chamados parques offshore, na plataforma marítima, que tem baixo impacto.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

PROJETOS

Transformador terá selo de eficiência energética

Carlos Rangel
Do Mercado Carbono

Os transformadores instalados nas redes brasileiras de distribuição elétrica começaram a ter, desde a última terça-feira (2/6), uma etiqueta [como essa aqui ao lado, por exemplo] que indica o grau de consumo de energia do aparelho. Semelhante ao que é aplicado em geladeiras, condicionadores de ar residenciais e outros equipamentos elétricos, o selo mostrará ao mercado as empresas que investem na preservação do meio ambiente, na qualidade e na eficiência energética dos transformadores.

A etiqueta é parte de um amplo trabalho que visa à regulamentação do equipamento pela Lei 10.295/2001, que prevê padrões mínimos de eficiência energética para aparelhos elétricos usados no Brasil. A expectativa é que em 2011 o Brasil tenha uma legislação definindo padrões mínimos de eficiência energética para esses equipamentos.

O estabelecimento de índices mínimos de eficiência energética para os transformadores reduzirá as perdas técnicas de energia na rede de distribuição e, conseqüentemente, diminuirá a conta paga pelos consumidores, havendo combate ao desperdício, melhor aproveitamento dos recursos naturais e redução nos custos de energia.

Os padrões mínimos de eficiência serão definidos a partir de estudos técnicos e de uma base de dados que estão sendo organizados pelas indústrias do setor, coordenadas pela CNI, Instituto Euvaldo Lodi (IEL), da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, Eletrobrás, Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), Associação Brasileira da Indústria Eletro-Eletrônica (Abinee) e do Ministério de Minas e Energia.

Os estudos também terão a contribuição e a avaliação de técnicos do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). O trabalho começou há três anos com a formação do grupo de empresas interessadas na qualificação dos transformadores e uma pesquisa que envolveu 21 empresas do setor, responsáveis por 90% do mercado.

Atualmente, existem cerca de 2,5 milhões de transformadores instalados nas redes de distribuição de energia do País. As indústrias do setor colocam aproximadamente 130 mil novos aparelhos ao ano no mercado. Os transformadores novos, que duram entre 15 e 20 anos, são usados na reposição de antigos ou na expansão das redes de distribuição.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

CARROS ELÉTRICOS


Produção em larga escala começa em 2.011

A cena é a seguinte: de manhã, ao sair para o trabalho você vai até a tomada e retirada o cabo que alimenta seu veículo. Ou, se preferir, está faltando ‘combustível’ em seu veículo. Você para e ao reabastecer percebe que as bombas de gasolina foram trocadas por conectores semelhantes àqueles utilizados pelos eletrodomésticos de sua casa.

São cenas futuristas vistas apenas em filmes? Pode ser, mas a cada dia se aproximam de nossa realidade. As gigantes Ford e Renault anunciaram planos para produção em massa de carros elétricos. A previsão é que estejam nas concessionárias mais próxima de sua casa em 2011.

As montadoras pretendem se beneficiar dos subsídios anunciados pelo governo britânico [ver post Reino Unido incentiva carros elétricos, 26/05], equivalentes a quase R$16 mil para a compra de carros elétricos.

A produção em grande escala, além de diminuir a emissão de gases na atmosfera, ajudará no barateamento destes veículos. Hoje já é possível encontrar carros elétricos, mas o preço ainda é bem salgado afastando-o do consumidor comum, principalmente a classe média.

Recentemente a Citroën lançou na Grã-Bretanha o C1 ev'ie para quatro passageiros, por R$ 52 mil. A Mitsubishi promete um concorrente para o segundo semestre.

O custo/benefício também tende a diminuir com a produção em massa. Dependendo do uso, os carros elétricos mais modernos têm autonomia de 120 quilômetros e a velocidade máxima, 100 km/h.

A notícia é boa, mas a ‘reboque’ vem outro questionamento. Quando for massificado, de onde virá toda a energia necessária para mover tais veículos se hoje 81% da matriz energética mundial são combustíveis fósseis?

O desafio está lançado.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

ENERGIA EÓLICA

Usina no Piauí terá R$ 72 milhões do BNDES

A diretoria BNDES aprovou financiamento no valor de R$ 72 milhões para a implantação da usina eólica Pedra do Sal, no município de Parnaíba, no Piauí. O empreendimento está incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e tem potência instalada de 18 MW.

Os recursos do BNDES correspondem a 69,47% do investimento total. A parcela restante virá como contrapartida da sociedade de propósito específico (SPE) formada para gerir a usina, controlada pelo Tractebel Energia S/A. A operação se dá no âmbito do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa).

Foi firmado contrato de compra e venda de energia elétrica com a Eletrobrás, com prazo de 20 anos, contados a partir de fevereiro deste ano. Isso garante receita estável, reduzindo os riscos da operação.

O parque eólico teve licenças de instalação e operação concedidas pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Semar) e deve reduzir a emissão de gases de efeito estufa e atuar na diversificação da matriz energética nacional.

O projeto contribui ainda com a segurança energética do Nordeste, já que o regime de chuvas na região para geração hidrelétrica é inverso ao regime dos melhores ventos.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

ALERTA


Eletrônicos triplicarão consumo de energia até 2030

Andrea Vialli
blog Sustentabilidade

Computadores, notebooks, iPods, agendas eletrônicas, celulares… Todas essas maravilhas modernas da comunicação trazem junto um problema: poderão triplicar o consumo de energia até 2030. O alerta foi dado pela Agência Internacional de Energia (IEA), em um relatório divulgado na quarta-feira (13/5) em Paris.

Os gadgets e outros aparelhos eletrônicos já correspondem por 15% do consumo doméstico em todo o mundo. Até 2030, a conta de energia do mundo será de US$ 200 bilhões ao ano, o equivalente a um consumo de 1.700 terawatt/hora (o que corresponde ao consumo atual dos Estados Unidos e Japão juntos, dois países que figuram como os mais eletrointensivos do mundo).

Paul Waide, analista da IEA, afirma que o crescimento maior do número de eletroeletrônicos se dará nos países em desenvolvimento, onde o consumo de modo geral cresce a taxas mais aceleradas e há menos políticas de eficiência energética. Existe também o problema dos aparelhos eletrônicos de qualidade inferior e, portanto, menos econômicos.”Isso vai colocar em risco os esforços para aumentar a segurança energética do mundo e para reduzir a emissão de gases estufa”, afirmou a agência.

A tecnologia é bem-vinda - afinal, sem esses equipamentos não teríamos esse canal de contato -porém as indústrias têm responsabilidades nesse processo, que nem sempre estão dispostas a arcar. Uma é produzir aparelhos de consumo reduzido. Outra é diminuir a chamada ‘obsolescência programada’ (a data de ‘validade’ de um produto, que é cada vez mais reduzida, em nome do aumento do consumo) e outra é a responsabilidade pelo bem ao final de sua vida útil. (A respeito disso, veja nossa reportagem - “Empresas recolhem equipamentos usados”).