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quinta-feira, 28 de maio de 2009

CARROS ELÉTRICOS


Produção em larga escala começa em 2.011

A cena é a seguinte: de manhã, ao sair para o trabalho você vai até a tomada e retirada o cabo que alimenta seu veículo. Ou, se preferir, está faltando ‘combustível’ em seu veículo. Você para e ao reabastecer percebe que as bombas de gasolina foram trocadas por conectores semelhantes àqueles utilizados pelos eletrodomésticos de sua casa.

São cenas futuristas vistas apenas em filmes? Pode ser, mas a cada dia se aproximam de nossa realidade. As gigantes Ford e Renault anunciaram planos para produção em massa de carros elétricos. A previsão é que estejam nas concessionárias mais próxima de sua casa em 2011.

As montadoras pretendem se beneficiar dos subsídios anunciados pelo governo britânico [ver post Reino Unido incentiva carros elétricos, 26/05], equivalentes a quase R$16 mil para a compra de carros elétricos.

A produção em grande escala, além de diminuir a emissão de gases na atmosfera, ajudará no barateamento destes veículos. Hoje já é possível encontrar carros elétricos, mas o preço ainda é bem salgado afastando-o do consumidor comum, principalmente a classe média.

Recentemente a Citroën lançou na Grã-Bretanha o C1 ev'ie para quatro passageiros, por R$ 52 mil. A Mitsubishi promete um concorrente para o segundo semestre.

O custo/benefício também tende a diminuir com a produção em massa. Dependendo do uso, os carros elétricos mais modernos têm autonomia de 120 quilômetros e a velocidade máxima, 100 km/h.

A notícia é boa, mas a ‘reboque’ vem outro questionamento. Quando for massificado, de onde virá toda a energia necessária para mover tais veículos se hoje 81% da matriz energética mundial são combustíveis fósseis?

O desafio está lançado.

sábado, 23 de maio de 2009

SOLUÇÃO PARA O XIXI?

Empresa australiana cria vaso sanitário que promete acabar com polêmica do xixi durante o banho

Na semana passada circulou pela internet uma ideia considerada no mínimo controversa: fazer xixi durante o banho como forma de se economizar água. O assunto foi debatido das mais diversas formas, em rodas de conversas, lembro que na redação várias pessoas se manifestaram, em blogs, mas foi na internet mesmo que o assunto ganhou repercussão.

A ideia lançada pela organização não governamental (ONG) SOS Mata Atlântica. Segundo a entidade, quem urinar no banho vai evitar puxar a descarga do vaso sanitário. Desse jeito, segundo os cálculos da ONG, a economia anual é 4.380 litros (ou 12 litros de água por dia).

A principal ferramenta da campanha é um site na internet que diz que, consumindo menos água, as nascentes dos rios e os recursos naturais são preservadas. A ONG diz que o site teve 71 mil acessos em uma semana.

A iniciativa pode ser válida, mas aqueles que a contestam afirmam que a uréia [uma das substâncias encontradas na urina] não se dilui completamente na água, produzindo mau cheiro. Para que ele suma seria necessário lavar a área com outra carga de água e mais detergentes. Como resultado, há um consumo maior de água e ainda se lançam substâncias químicas na natureza, anulando a intenção inicial.

O assunto é controverso, mas parece que a empresa australiana Caroma encontrou a solução. Ela lançou um modelo inovador de pia acoplada a um vaso sanitário. Assim é possível coletar água usada na pia e utilizá-la para dar descargas.

O modelo [profile 5] ainda não chegou ao Brasil, mas promete uma economia de até 70% no uso de água no vaso sanitário.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

RESPONSABILIDADE SOCIO-EMPRESARIAL

Celular produzido a partir de plástico reciclado chega ao mercado brasileiro

Desde abril, a Motorola está comercializando no Brasil o primeiro celular mundial fabricado com matéria prima que inclui material reciclado. O novo modelo MOTO W233 tem 25% da estrutura externa feita de material reciclado a partir de garrafas pet. Além disso, possui o certificado Carbonfree, documento emitido pela Carbonfound.Org, líder mundial em projetos de compensações de carbono. O selo garante que o produto compensa as emissões de carbono no seu processo de fabricação, distribuição e uso com investimentos em projetos de preservação ambiental.

“Estamos orgulhosos em poder oferecer aos nossos clientes a oportunidade de estar integrado com o meio ambiente, por meio de um aparelho voltado totalmente para a consciência ecológica, desde a utilização de plástico reciclado no seu design até a embalagem", destaca Sérgio Buniac, vice-presidente de Produtos Móveis da Motorola Brasil.

Segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) são vendidos mais de 1 milhão de celulares todos os meses no Brasil e são descartados mais de 40 milhões de baterias todos os anos. Atualmente, o descarte de baterias de celulares constitui uma das maiores ameaças ao meio ambiente, pois, eles possuem entre seus componentes, metais pesados como mercúrio, cádmio e chumbo, que, quando não são adequadamente descartados, podem contaminar o solo e causam danos à saúde humana.

Parcerias

No Brasil, a Motorola lançou o produto em parceria com a operadora de telefonia Claro e a rede de supermercados Wal-Mart (parceira estratégica do Akatu).

Wal-Mart e Motorola também se uniram para implementar a coleta de baterias, pilhas e celulares na rede de hipermercados. “Serão instaladas, urnas específicas para este tipo de coleta inicialmente em 14 lojas da rede em São Paulo. Nas urnas os clientes poderão depositar as baterias esgotadas”, explica Paulo Polesi, vice-presidente de proteção de ativos do Wal-Mart Brasil.

O lançamento do MOTO W233 faz parte da Ecomoto, programa global da empresa que busca reduzir os impactos ambientais decorrentes de seus processos, produtos e serviços.
Fonte: Akatu.org.br

quinta-feira, 23 de abril de 2009

INOVAÇÃO


Empresa brasileira produzirá plástico biodegradável em larga escala

Lourenço Canuto
Agência Brasil

Uma empresa brasileira vai produzir anualmente 200 mil toneladas de matéria-prima para a produção de plásticos a partir da cana-de-açúcar, um material totalmente biodegradável que pode se decompor na natureza um ano depois de descartado. O plástico tradicional, que tem o petróleo como matéria-prima, leva mais de 200 anos para degradar-se completamente.

Outras empresas também já usam tecnologias para produção de plástico biodegradável no país, mas agora essa experiência é de larga escala. A iniciativa é da empresa petroquímica Braskem que vai lançou ontem (22/4) em Triunfo, no Rio Grande do Sul, a pedra fundamental do Projeto Verde da Braskem, planta industrial da fábrica cujas obras vão gerar 1.500 empregos.

A unidade deverá estar concluída no final do próximo ano e consumirá investimentos de R$ 500 milhões. Segundo o responsável pela comercialização de polímeros verdes da Braskem, Luiz Nitschke, essa será a primeira operação em escala comercial no mundo da produção de polietileno verde a partir de matéria-prima 100% renovável.

Nitschke informou que a produção será destinada ao mercado do produto alternativo, que consome em todo o mundo 70 milhões de toneladas de polietileno por ano. O consumo de plásticos provenientes de todas as origens chega a 200 milhões de toneladas ao ano, de acordo com ele.

Ele explicou que, inicialmente, será usada cana proveniente de São Paulo, mas o projeto vai estimular também a exploração da cultura no estado. O zoneamento agrícola da cana-de-açúcar no Rio Grande do Sul foi divulgado na semana passada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O polietileno biodegradável vai ser produzido a partir de uma resina sintetizada do etanol e permitirá a fabricação de tanques de combustível para veículos, filmes para fraldas descartáveis, recipientes para iogurtes, leite, xampu, detergentes.

O polietileno é fornecido à indústria em forma de bolinhas que são então transformadas nas embalagens ou em peças para diversas finalidades, como para a indústria de brinquedos.

Nitschke afirma que usar álcool para produzir polietileno não vai provocar impacto na produção de açúcar ou de combustível, tendo em vista a potencialidade do Brasil nessa área. O país, conforme destacou o executivo, produz 500 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano e praticamente metade vai para a industrialização do etanol e os 50% restante, para a produção do açúcar.

A planta que a Braskem terá funcionando no ano que vem envolverá o uso inicial de 400 milhões de litros de álcool.

O plástico biodegradável libera gás carbônico e água quando se decompõe e não libera substâncias tóxicas.

domingo, 30 de novembro de 2008

POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O CLIMA

Nova legislação dá liderança ao Reino Unido

O Reino Unido deu um grande passo, no último dia 26, para transformar-se em um dos líderes e referência global no debate para a construção de uma economia de baixa emissão em carbono. O Parlamento Britânico [formado por representantes da Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales] aprovou a legislação que determina a redução de pelo menos 80% das emissões dos gases de efeito estufa em todo o território até 2050 e estabelece a redução de 26% das emissões de CO2 (dióxido de carbono) até 2020, ambas em comparação aos níveis de 1990.

Com a medida, o Reino Unido passa a ser um dos primeiros países do mundo a ter um arcabouço de compromissos de longo prazo estabelecidos por lei para o corte de emissões de gases de efeito estufa e a adaptação à mudança climática.

"A aprovação deste projeto de lei faz da Grã-Bretanha um líder mundial na área de políticas públicas em relação às mudanças do clima", afirmou o Ministro de Energia e Mudanças do país, Ed Miliband.

As novas regras prevêem um sistema orçamentário de carbono, que estabelece tetos de emissões para períodos de cinco anos cada até 2050. O Governo terá até primeiro de junho de 2009 para definir as metas para os períodos de 2008-12, 2013-17 e 2018-2022.

A lei cria ainda a Comissão de Mudança Climática, um organismo especializado, multidisciplinar e independente que irá assessorar o Governo Britânico na definição dos níveis para os orçamentos de carbono. A Comissão também produzira relatórios anuais sobre os avanços do Reino Unido em relação às metas de redução e orçamentos, que deverão ser submetidos ao Parlamento e receber uma resposta do Governo - garantindo a transparência e a prestação de contas durante o processo.

As novas regras também poderão incorporar as emissões decorrentes do transporte aéreo e marítimo internacional em suas metas de redução. A Comissão de Mudança Climática deverá aconselhar o Governo sobre as conseqüências da inclusão destas emissões nos orçamentos previstos na lei.

Nós próximos post voltarei a discorrer mais sobre o assunto, mostrando como o país, através da ajuda empresarial, chegou a esta nova lei.