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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O exemplo: menos 22 mi de sacolinhas plásticas nas ruas

Parceria entre a prefeitura e os supermercados representa diminuição de 80 toneladas de lixo

Carlos Minehira, da equipe Akatu

Nos supermercados de Jundiaí, no interior de São Paulo, a maioria dos clientes deixou de usar as sacolas de plástico para carregar as compras de supermercado em embalagens retornáveis, caixas de papelão ou sacola oxibiodegradáveis.

A mudança aconteceu após um acordo entre a prefeitura e os estabelecimentos para reduzir o uso das sacolas plásticas e oferecer alternativas aos clientes de como acomodar e transportar suas compras. Com isso, a Prefeitura de Jundiaí estima que 22 milhões de sacolinhas saíram de circulação, o que, ainda segundo a prefeitura, representa a diminuição de cerca de 80 toneladas de lixo por mês.

“Não é uma exigência, fizemos uma parceria com os donos de mercados e supermercados, que entenderam a emergência da questão”, diz o prefeito Miguel Haddad. O acordo vigora desde o mês de setembro.

Para que a ideia passasse a funcionar, uma campanha de conscientização foi iniciada em junho e os supermercados pararam de oferecer as sacolinhas convencionais, uniformizando a venda das retornáveis por R$ 1,85 e das oxibiodegradáveis por R$ 0,19 cada.

O diretor-presidente da rede Coopercica, Orlando Marciano, afirma que, em média, oferecia mensalmente um milhão de sacolinhas plásticas gratuitamente nas quatro lojas da rede em Jundiaí; com a mudança, esse número caiu para 60 mil saquinhos.

“A aceitação foi ótima. Alguém sempre reclamava, mas o desconforto foi só no começo. Hoje muita gente pegou o hábito e traz sua própria sacola retornável", reforça o prefeito.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Quase 4 bi de sacolas deixam de ser consumidas

Programa implementado em sete capitais pretende fechar 2010 com redução acumulada de 3,9 bilhões de sacolas plásticas

Os organizadores do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas estimam que, até o final de 2010, a redução no consumo destas embalagens no Brasil chegue a 3,9 bilhões de unidades. Iniciado em 2007, numa parceria entre a indústria e o varejo, o Programa, visa conscientizar o consumidor para que pratique o consumo responsável, além do descarte adequado das sacolas plásticas. De lá para cá, foi implantado em sete capitais (São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Goiânia, Brasília, Rio de Janeiro e Recife). Até o final de 2010, Florianópolis e Belo Horizonte também serão incluídas.

O Programa foi desenhado para envolver indústria, varejo e população na questão da responsabilidade. Parte do princípio que é direito do consumidor escolher a melhor embalagem para carregar suas compras. Pesquisa Ibope mostra que 71% das donas de casa brasileiras consideram as sacolinhas como o meio ideal para transportarem as compras. Além disso, 100% delas reutilizam essas embalagens no lixo doméstico.

Para que este consumidor pudesse continuar usufruir dos benefícios que as sacolas plásticas trazem (economia, higiene, praticidade, etc) e, ainda assim, reduzir o consumo dessas embalagens, é necessário que sejam produzidas dentro da norma ABNT 14937. Essas sacolas, identificadas com o Selo de Qualidade INP-ABIEF, aguentam o peso das compras, conforme sua identificação (no geral, 6 quilos). Assim o consumidor evita o uso em duplicidade e pode reutilizar esta sacolas mais vezes, diminuindo o consumo excessivo. Para cada três sacolas certificadas, deixa-se de consumir uma sacolinha. Segundo Paulo Dacolina, diretor Superintendente do Instituto Nacional do Plástico (INP), a expectativa para 2010 é que sejam produzidas três bilhões de sacolas dentro de norma técnica. “Para tanto, nove empresas no Brasil já estão certificadas para fabricar sacolas com o Selo de Qualidade INP-ABIEF”, firma o executivo.

O Programa também estabeleceu importante parceria com o varejo, a partir do apoio da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), das associações estaduais dos supermercados e das Federações das Indústrias dos estados por onde passou. Com isso, o Programa hoje conta com a participação de quatro das seis maiores redes de supermercado do ranking da Abras (Pão de Açúcar, Zaffari, Prezunic e GBarbosa), além de dezenas de outras redes pelo Brasil. Além disso, mais de 5 mil pessoas, entre supervisores e operadores de caixa dos supermercados participantes foram treinados para orientar os consumidores sobre o uso responsável das sacolinhas.

O resultado dessa iniciativa foi notório desde o início. Em 2007, o consumo de sacolas era de 17,9 bilhões em 2007. Em 2008, passou para 16,4 bilhões e, em 2009, para 15 bilhões. A projeção é reduzir em mais 1 milhão em 2010. O Pão de Açúcar, por exemplo, que implantou o Programa em todas as suas lojas no Brasil, obteve redução superior a 30% no consumo de sacolas plásticas.

sábado, 17 de julho de 2010

Nova realidade ganha espaço

As sacolas plásticas que você encontra nos supermercados estão com os dias contados. Queda em sua produção está em ritmo acentuado

Ainda na linha de raciocínio sobre a utilização de sacolas plásticas, lembrei de uma matéria publicada na revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios, escrita por Sérgio Tauhata, que trata do assunto.

Ele aborda o passa a passo das novas tecnologias em substituição a outras mais antigas, como forma de melhorara a Sustentaibilidade no planeta. No caso específico, Tauhata fala sobre a queda na produção de 15% de sacolas plásticas nos últimos três anos e o espaço cada vez maior dado para os modelos ecológicos.

Abaixo reproduzo o material, mas ele também pode ser lido neste link: http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI138550-17153,00-AS%20SACOLAS%20PLASTICAS%20TEM%20FUTURO.html


As sacolas plásticas têm futuro?
Com uma queda na produção de 15% nos últimos três anos, as embalagens tradicionais perdem espaço para os modelos ecológicos

Por Sérgio Tauhata

Em cem anos, o plástico passou de herói a vilão - por ironia, devido às mesmas características que popularizaram seu uso. Ser flexível, impermeável, resistente e pouco reativo a produtos químicos virou um problema quando essas qualidades começaram a ser associadas ao apelo do descartável. No Brasil, 90% de 1 bilhão de sacolas que mensalmente embalam produtos em lojas e supermercados vão parar no lixo. A situação já foi pior: há quatro anos, o país consumia 3 bilhões de unidades mensais, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief) - e com a mesma taxa de descarte.

90% das sacolas que saem das lojas e supermercados vão parar no lixo

Devido à fama de produto do mal, as sacolas plásticas têm recebido ataques de várias frentes. O golpe mais recente - e talvez o maior até o momento - foi o anúncio da rede Carrefour de banir esse tipo de embalagem de suas lojas em quatro anos. A decisão inclui as demais bandeiras do grupo: Atacadão e Dia%. "Em 2014, quando o processo estiver implantado em todas as lojas, teremos retirado de circulação 800 milhões de unidades por ano", afirma Paulo Pianez, diretor de sustentabilidade do Carrefour. Com a mesma preocupação, outras redes do varejo adotam ações semelhantes, embora não tão definitivas. O grupo Fnac, por exemplo, distribui apenas sacolas de plástico biodegradável há cinco anos. Em 2010, deixou de oferecer os modelos maiores de embalagens descartáveis. Como opção, as lojas dispõem de uma bolsa retornável, feita de material reciclado, e que custa R$ 3. "Tivemos uma adesão acima da expectativa nos primeiros meses. Mais de 40% dos clientes passaram a usar o produto", diz Patrícia Nina, diretora de operações da Fnac Brasil.

20% é a projeção de redução no consumo de sacolas plásticas em 2010

Com o cerco se fechando, o consumo brasileiro de sacolas plásticas cai anualmente. Em 2007, foram produzidas 17,9 bilhões de unidades. No ano seguinte, 16,4 bilhões, 8,4% a menos. Em 2009, 15 bilhões, uma queda de 16%. Neste ano, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) estima uma diminuição de 20%. "As campanhas contra o plástico afetam muito a indústria. O segmento de sacolas descartáveis representa 14% dos negócios do setor", afirma Alfredo Schmitt, presidente da Abief. Sem alternativa, os fabricantes começam a se reciclar. Materiais oxibiodegradáveis, hidrossolúveis e biodegradáveis, que se dissolvem na natureza de três a 36 meses, ganham terreno na mesma velocidade com que o plástico tradicional perde mercado. No ano passado, representaram negócios da ordem de R$ 100 milhões.

As linhas ecológicas já representam 18% das embalagens flexíveis produzidas no país, de acordo com a Res Brasil, representante da marca de aditivos dw2 para a fabricação de polímeros de baixo impacto ambiental. Os compostos comercializados pela Res Brasil, quando acrescentados à fórmula básica do plástico, aceleram a decomposição dos polímeros em até 400 vezes. Ou seja, as sacolas aditivadas são absorvidas pela natureza em até três meses - contra mais de 100 anos da embalagem comum. "Estamos crescendo a um ritmo de 10% ao mês", afirma Eduardo Van Roost, diretor-superintendente da empresa, que espera faturar R$ 5 milhões em 2010.

18% Esse é o percentual que as linhas ecológicas já representam no total de embalagens flexíveis produzidas no país

Além dos plásticos de degradação rápida, o papel e o papelão ganham relevo entre as opções de substituição ao polímero comum. "Sacolas de papel são o nosso carro-chefe hoje - representam 70% dos nossos itens", afirma Mauricio Groke, diretor comercial da Antilhas, uma das maiores fabricantes brasileiras de embalagens. "Com exceção dos supermercados, há uma tendência das lojas de migrar para esse tipo de solução." O grupo deve investir R$ 10 milhões neste ano e impulsionar pesquisas de novos materiais e produtos. A meta é crescer 16% em 2010.

No mercado desde 1953, a Nobelplast dedicou mais de meio século à fabricação exclusiva de embalagens plásticas. Até despertar para a demanda por sustentabilidade, em 2004. A preocupação ambiental levou a empresa a criar a versão verde do próprio negócio: surgiu então a Nobelpack, com investimentos de R$ 3,5 milhões. "Hoje, 90% das nossas sacolas são produzidas com papel reciclado. Trabalhamos também com matéria-prima certificada, além de plásticos oxibiodegradáveis e biodegradáveis", afirma Beni Adler, diretor-executivo da empresa.

85% a mais custa uma embalagem de papel comparada com a de plástico

O maior impedimento para a troca das sacolas tradicionais por opções menos agressivas ao ambiente é o preço. Cada unidade do plástico comum custa em média 2 centavos de real. "Uma embalagem oxibiodegradável tem valor 20% maior, em média. E uma de papel, é 85% mais cara", compara Groke. O futuro das sacolas está mesmo é nas mãos dos consumidores. Irão comandar a mudança se estiverem realmente dispostos a pagar mais por opções de menor impacto ambiental ou forçar a cadeia produtiva a arcar com essa diferença de custo.


SEM AGREDIR A NATUREZA | conheça os substitutos ecológicos dos derivados de petróleo:

Biodegradável
São feitos a partir de substâncias orgânicas, como milho, cana e batata. Se descartado, o plástico desaparece na natureza em questão de meses. A degradação ocorre pela ação de micro-organismos. No entanto, na ausência de oxigênio (caso seja enterrado, por exemplo), a decomposição gera gás metano, que contribui para o efeito estufa

Oxibiodegradável
Um aditivo acelera em até 400 vezes a dissolução do plástico tradicional -com a ação de luz, calor e umidade, reduz o tempo de 100 anos para 3 meses. Em uma segunda fase, micro-organismos terminam o processo e deixam como resíduos apenas dióxido de carbono e água

Compostável
É um tipo de plástico biodegradável, ou seja, com base vegetal, que se comporta como matéria orgânica comum. É produzido para ser usado no processo de compostagem, para a obtenção de húmus e adubo

Papel certificado
O selo do Forest Stewardship Council (FSC) assegura que o material da sacola vem de manejo sustentável das florestas. Isso significa preservação, extração responsável de matéria-prima e ajuda no desenvolvimento das comunidades

Papel reciclado
Existem dois tipos básicos: o pré-consumo, no qual a matéria-prima vem de resíduos de fábricas antes de chegar ao mercado (como as aparas) e o pós-consumo, que usa material descartado (como embalagens longa-vida). O segundo tipo ajuda a retirar lixo da natureza, por meio de coleta seletiva e da ação de cooperativas de catadores

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O PROBLEMA DAS SACOLAS PLÁSTICAS


Por minuto são consumidas 1 milhão de sacolas plásticas, que demoram 500 anos para se decompor


Sabe aquela sacolinha plástica que você utiliza ao fazer compras nos supermercados? Um estudo do Instituto Akatu chegou a conclusão que em um ano uma pessoa carrega pouco mais de um carrinho de supermercado inteiro só com sacolas. Ou, que cada família brasileira descarta cerca de 40 quilos de plásticos por ano.

O Brasil produz cerca de 140mil toneladas de lixo diárias. Aproximadamente um quinto desse lixo é composto por embalagens, que, na verdade, você compra, paga e joga fora assim que acessa o conteúdo.

Para se ter uma idéia do volume de lixo, formado apenas pelas famosas sacolinhas plásticas, são consumidas cerca de 1 milhão de sacolas plásticas por minuto, o que significa quase 1,5 bilhão por dia e mais de 500 bilhões de sacos plásticos por ano.

A estatística é preocupante porque elas demoram até 500 anos na natureza até que estejam completamente decompostas. Nesse período embalagens plásticas jogadas nas ruas, avenidas e córregos, entopem o sistema de drenagem pluvial das cidades, causando inundações, por exemplo.

Plásticos contaminam os rios e mares, criando zonas mortas nos mares, matando animais, provocando enchentes e finalmente o efeito estufa – o material orgânico contido dentro das sacolas comuns quando usadas para lixo não tem oxigênio e as bactérias anaeróbicas formam metano, que é 21 vezes mais prejudicial ao meio ambiente do que o CO2, que é desprendido quando se usa a sacola oxi-biodegradável.

O problema é muito sério e chama a atenção de diversos setores da sociedade. Algumas formas de se combater isso é criar legislações específicas, tentando evitar que cada vez mais detritos sejam lançados no meio ambiente.

Não é a solução, mas ter uma nova consciência neste aspecto é preponderante.

O papel do consumidor também é cada vez mais importantes. Por isso, da próxima vez que você for adquirir um produto, avalie se colocá-la em uma sacola retornável não seria mais interessante para você e o plante onde viverão seus descendentes.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

RESPONSABILIDADE SOCIO-EMPRESARIAL

Celular produzido a partir de plástico reciclado chega ao mercado brasileiro

Desde abril, a Motorola está comercializando no Brasil o primeiro celular mundial fabricado com matéria prima que inclui material reciclado. O novo modelo MOTO W233 tem 25% da estrutura externa feita de material reciclado a partir de garrafas pet. Além disso, possui o certificado Carbonfree, documento emitido pela Carbonfound.Org, líder mundial em projetos de compensações de carbono. O selo garante que o produto compensa as emissões de carbono no seu processo de fabricação, distribuição e uso com investimentos em projetos de preservação ambiental.

“Estamos orgulhosos em poder oferecer aos nossos clientes a oportunidade de estar integrado com o meio ambiente, por meio de um aparelho voltado totalmente para a consciência ecológica, desde a utilização de plástico reciclado no seu design até a embalagem", destaca Sérgio Buniac, vice-presidente de Produtos Móveis da Motorola Brasil.

Segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) são vendidos mais de 1 milhão de celulares todos os meses no Brasil e são descartados mais de 40 milhões de baterias todos os anos. Atualmente, o descarte de baterias de celulares constitui uma das maiores ameaças ao meio ambiente, pois, eles possuem entre seus componentes, metais pesados como mercúrio, cádmio e chumbo, que, quando não são adequadamente descartados, podem contaminar o solo e causam danos à saúde humana.

Parcerias

No Brasil, a Motorola lançou o produto em parceria com a operadora de telefonia Claro e a rede de supermercados Wal-Mart (parceira estratégica do Akatu).

Wal-Mart e Motorola também se uniram para implementar a coleta de baterias, pilhas e celulares na rede de hipermercados. “Serão instaladas, urnas específicas para este tipo de coleta inicialmente em 14 lojas da rede em São Paulo. Nas urnas os clientes poderão depositar as baterias esgotadas”, explica Paulo Polesi, vice-presidente de proteção de ativos do Wal-Mart Brasil.

O lançamento do MOTO W233 faz parte da Ecomoto, programa global da empresa que busca reduzir os impactos ambientais decorrentes de seus processos, produtos e serviços.
Fonte: Akatu.org.br

quinta-feira, 23 de abril de 2009

INOVAÇÃO


Empresa brasileira produzirá plástico biodegradável em larga escala

Lourenço Canuto
Agência Brasil

Uma empresa brasileira vai produzir anualmente 200 mil toneladas de matéria-prima para a produção de plásticos a partir da cana-de-açúcar, um material totalmente biodegradável que pode se decompor na natureza um ano depois de descartado. O plástico tradicional, que tem o petróleo como matéria-prima, leva mais de 200 anos para degradar-se completamente.

Outras empresas também já usam tecnologias para produção de plástico biodegradável no país, mas agora essa experiência é de larga escala. A iniciativa é da empresa petroquímica Braskem que vai lançou ontem (22/4) em Triunfo, no Rio Grande do Sul, a pedra fundamental do Projeto Verde da Braskem, planta industrial da fábrica cujas obras vão gerar 1.500 empregos.

A unidade deverá estar concluída no final do próximo ano e consumirá investimentos de R$ 500 milhões. Segundo o responsável pela comercialização de polímeros verdes da Braskem, Luiz Nitschke, essa será a primeira operação em escala comercial no mundo da produção de polietileno verde a partir de matéria-prima 100% renovável.

Nitschke informou que a produção será destinada ao mercado do produto alternativo, que consome em todo o mundo 70 milhões de toneladas de polietileno por ano. O consumo de plásticos provenientes de todas as origens chega a 200 milhões de toneladas ao ano, de acordo com ele.

Ele explicou que, inicialmente, será usada cana proveniente de São Paulo, mas o projeto vai estimular também a exploração da cultura no estado. O zoneamento agrícola da cana-de-açúcar no Rio Grande do Sul foi divulgado na semana passada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O polietileno biodegradável vai ser produzido a partir de uma resina sintetizada do etanol e permitirá a fabricação de tanques de combustível para veículos, filmes para fraldas descartáveis, recipientes para iogurtes, leite, xampu, detergentes.

O polietileno é fornecido à indústria em forma de bolinhas que são então transformadas nas embalagens ou em peças para diversas finalidades, como para a indústria de brinquedos.

Nitschke afirma que usar álcool para produzir polietileno não vai provocar impacto na produção de açúcar ou de combustível, tendo em vista a potencialidade do Brasil nessa área. O país, conforme destacou o executivo, produz 500 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano e praticamente metade vai para a industrialização do etanol e os 50% restante, para a produção do açúcar.

A planta que a Braskem terá funcionando no ano que vem envolverá o uso inicial de 400 milhões de litros de álcool.

O plástico biodegradável libera gás carbônico e água quando se decompõe e não libera substâncias tóxicas.

terça-feira, 21 de abril de 2009

VIDRO X PET

Garrafas retornáveis ou de plástico? Qual sua escolha?

Em post anterior escrevi sobre o início, em São Luís, da campanha nas lojas do grupo Wal-Mart, por incentivo do Instituto Akatu, oferecendo um crédito equivalente ao valor das sacolas plásticas não utilizadas pelos clientes diretamente em suas compras. Ontem, enquanto estava na fila de um dos supermercados desta empresa, para comprar refrigerante, lembrei do que se passava a mais ou menos duas décadas.

Quando você ia comprar um “refri”, tinha que levar um recipiente e deixá-lo no comércio. O “casco” tinha um alto valor. Logo depois, final da década de 1980, veio o advento das garrafas pet (politereftalato de etileno). Imediatamente as empresas substituíram os recipientes de vidro por uma de material inúmeras vezes mais barato.

De forma rápida as garrafas de vidro simplesmente sumiram das prateleiras. Somente as cervejas continuaram a ser engarrafadas em vidro. Mas ultimamente, mesmo que de forma tímida as empresas recomeçaram a utilizar o vidro nas embalagens de refrigerante.

Muito devido a consciência ecológica dos novos gestores, por pressão pública de consumidores cada vez mais conscientes ou mesmo por leis.

Apesar das embalagens descartáveis usarem menos matéria-prima do que as concorrentes, serem mais leves e não precisarem ser levadas de voltar às fábricas de bebidas para sofrer um processo de lavagem e posterior reutilização, mesmo assim as garrafas de vidro têm vantagens sobre as pet. Este é o entendimento da bióloga Andréa Rodrigues Fabi, que tratou do tema em sua dissertação de mestrado, apresentada à Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp - Universidade Estadual de Campinas.

Segundo ela, desde que observada a distância limite de 400 quilômetros, os níveis de emissão de dióxido de carbono (CO2) e de consumo de energia caem pela metade quando as embalagens são confrontadas.

Andréa levou em conta a matéria-prima, a energia e o combustível consumidos na fabricação, transporte das embalagens e coleta para disposição final. “Como o Brasil tem dimensões continentais, a distância acaba tendo uma participação importante no resultado final da análise. Assim, quando o raio de distribuição supera mil quilômetros, as garrafas PET passam a ser preferíveis às de vidro retornável, pois consomem menos combustível para a distribuição”, explica.

“Nos grandes centros urbanos, onde as distâncias a serem percorridas são menores, em razão do maior número de fábricas, as garrafas de vidro retornável deveriam ter preferência sobre as descartáveis. Já em áreas mais isoladas, onde o produto tem que cumprir longos trajetos, a opção deveria recair sobre as garrafas plásticas”, defende. A volta das embalagens de vidro retornável ao mercado, em proporção maior do que a atual, não traria inconvenientes para a indústria de bebidas, conforme a bióloga.

As empresas do setor, assegura Andréa, mantêm os sistemas de lavagem das garrafas instalados em suas plantas. Bastaria, portanto, colocá-los em operação novamente. Ao ser informada dos benefícios ambientais que essas embalagens proporcionam em comparação às similares em PET, parte dos consumidores possivelmente optaria por utilizá-las, acredita a pesquisadora. “Muitas pessoas não compram hoje bebidas acondicionadas em garrafas de vidro porque simplesmente não as encontram nos supermercados”, arrisca.

Andréa aponta mais uma vantagem das garrafas de vidro sobre as de PET, nesse caso em relação à reciclagem. O vidro, esclarece, tem um ciclo fechado. As garrafas são simplesmente lavadas e reutilizadas ou os seus cacos dão origem a uma outra embalagem, para o mesmo fim. Já as garrafas plásticas são utilizadas uma única vez e o material, ao ser reciclado, existem dificuldades para ser empregado no acondicionamento de alimentos. A bióloga lembra que a embalagem que poderia ser considerada ambientalmente correta é a PET retornável, que uniria as vantagens das outras duas. “A Coca Cola chegou a usar esse tipo de produto, mas infelizmente ele foi retirado do mercado”, diz.

(Parte do texto utilizado no post está na matéria escrita por Manuel Alves Filho, no Jornal da Unicamp)