terça-feira, 4 de agosto de 2009

CARBONO


Edifícios emitem 30% dos gases-estufa do mundo

Os edifícios são responsáveis por cerca de 30% das emissões de gases que provocam o aquecimento global. A indústria do cimento responde por outros 12%. Segundo as Nações Unidas, se este setor não controlar emissões gases-estufa, as metas globais de redução não serão alcançadas.

A constatação veio através de um levantamento de dados mundial sobre políticas púbicas, que apresenta soluções ecoeficientes para o setor de construção civil realizado pela Sustainable Buildings & Construction Iniciative (SBCI) e United Nations Environment Programme (Unep) para edificação e construção sustentável, sob a coordenação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e em parceria com a Universidade da Europa Central (CEU).

O levantamento resultou no relatório Avaliação de Políticas Públicas para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa em Edificações, que será lançado este mês no Brasil em parceria com o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) durante a segunda edição do Simpósio Brasileiro de Construção Sustentável, em São Paulo, informa a assessoria do evento.

O estudo é parte do quarto relatório de avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) apresentado em 2007, que aborda questões como o consumo de energia e substituição de combustível fóssil por energia renovável, entre outras. O relatório leva em consideração as políticas que privilegiam a eficiência energética ou redução do consumo de energia e, desta forma, atenuam as emissões de GEE. E nos edifícios estão as melhores oportunidades de redução dos gases de efeito estufa por meio da redução de energia, se comparado as outras iniciativas.

COMBUSTÍVEIS

Governo anuncia novo leilão de biodiesel

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) vai promover em agosto um leilão para a compra de 460 mil metros cúbicos de biodiesel. São 368 mil de produtores que têm o selo combustível social e 92 mil dos demais. As normas do leilão foram publicadas nesta sexta-feira no Diário Oficial da União.

Os distribuidores devem comprar o combustível para adicionar na proporção de 4% ao óleo diesel, mistura obrigatório desde 1º de julho. A quase totalidade do biodiesel produzido no País ainda provém da soja. O programa do governo, Petrobrás à frente, pretende diversificar as fontes de matéria-prima, com destaque para girassol, mamona e dendê.

Por causa dos custos de produção, o valor pago na compra do biodiesel tem sido mais elevado do que aquele oferecido ao consumidor nos postos de combustíveis. A Petrobrás não informa quem paga essa diferença nem como.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

TECNOLOGIAS VERDES

Fazer busca online não polui muito

O Google calculou quanto gás carbônico seria emitido quando alguém faz uma busca.

Os engenheiros da gigante de tecnologia descobriram que uma “jogada no Google” gasta 1 kJ (quilo-jaule) de energia e emite 0,2 gramas de dióxido de carbono. Isso é pouco. Ainda mais quando comparado a outras atividades.

Um jornal diário, por exemplo, feito a partir de papel 100% reciclado, gasta o mesmo carbono que 850 pesquisas no Google.

Um copo de suco de laranja, produz a mesma quantidade de CO2 que 1.050 buscas e dar uma voltinha de oito quilômetros de carro gasta o mesmo que 10 mil pesquisas.

De acordo com os dados do Google, todas as etapas da produção de um cheeseburguer seriam responsáveis pela mesma emissão de gás carbônico que 15 mil buscas e ainda afirma que com a quantidade de energia elétrica consumida por uma família média americana durante um mês é possível fazer 3,1 milhões de pesquisas.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

MEDIDAS CONTRA O AQUECIMENTO

Investimentos em eficiência energética devem ser quadruplicados

A Agência Internacional de Energia (AIE) disse que, para impedir que o aquecimento global supere os níveis controláveis, os investimentos em eficiência energética e tecnologias limpas devem ser quadruplicados. Isto significaria investir 400 bilhões de dólares por ano durante os próximos 20 anos, já que os diversos planos do governo contra a crise anunciados até agora preveem 100 bilhões de dólares para essas questões.

De acordo com a agência, a eficiência energética pode representar 54% do esforço pela redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) pela metade até 2050, para que o aumento da temperatura global não supere os dois graus a partir dos quais se considera que as alterações climáticas resultariam em consequências incontroláveis. O restante da diminuição se daria com o desenvolvimento de energias renováveis, mais centrais nucleares, e produção de tecnologia de captura e armazenamento de CO2 a partir de 2020, de acordo com a AIE, que reúne os grandes países consumidores de energia membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

A agência, que manifestou sua satisfação com o compromisso do G8 em reduzir em 80% as emissões de gases do efeito estufa até 2050 em relação aos níveis de 1990, pediu que os governos adotem "políticas estáveis e transparentes que promovam investimento em energia e melhorem sua regulação nos mercados do futuro". A AIE também destacou que é na área de eficiência energética que "os governos podem fazer a diferença" no corte de emissões de gases do efeito estufa.

Fonte: Finanzas.com

RECONHECIMENTO

ONU certifica geração de energia em assentamentos do Pará

A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Governo de Dubai, dos Emirados Árabes Unidos, certificaram com o título de Melhores Práticas de 2008 a energia gerada em dois assentamentos do Oeste do Pará: Mojú I e II e Corta Corda, ambos localizados no município de Santarém (PA). Nestes locais, foram implantadas seis Micro Centrais Hidrelétricas (MHC), que produzem energia limpa e com baixo impacto ambiental a partir de igarapés existentes na região.

A certificação foi destinada à empresa responsável pela criação das turbinas das MCHs, a Indalma, que recebeu recursos da Superintendência Regional do Incra no Oeste do Pará e da Prefeitura de Santarém para implantar o projeto. As MCHs instaladas nos assentamentos Mojú I e II e Corta Corda têm capacidade para atender a cerca de 1,9 mil famílias. A primeira MCH foi instalada em junho de 2006 e a última, em junho de 2008.

O reconhecimento da iniciativa ocorreu por meio do Dubai Internacional Award for Best Practices (Prêmio Internacional de Boas Práticas de Dubai), premiação gerida conjuntamente pelo Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (UN-HABITAT) e pelo governo de Dubai. Iniciado em 1995, o prêmio foi criado para reconhecer e reforçar projetos que tenham como foco a sustentabilidade e a melhoria das condições de vida da população.

O projeto das MCHs foi certificado na categoria Best Practices (Melhores Práticas), onde outros nove, do Brasil, e 82 de diversos países figuram. Desde 1995, o prêmio de boas práticas atraiu mais de quatro mil iniciativas de 140 países. Na última edição, a sétima, foram registradas cerca de 500 inscrições.

domingo, 12 de julho de 2009

POLÍTICA PÚBLICA

"Desmatamento Zero" na Amazônia sai até o fim do ano

Danilo Macedo Da Agência Brasil

A implantação do programa para zerar o desmatamento causado pela pecuária na Amazônia custará ao governo cerca de R$ 1 milhão, na primeira etapa. Segundo o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, o programa deve levar mais seis meses para entrar em vigor e começar a funcionar no sul do Pará. A região concentra grande parte dos frigoríficos do estado, que foi afetado com o embargo feito por três grandes redes de supermercados – Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart – no mês passado.

Antes, serão investidos de R$ 500 mil a R$ 600 mil em tecnologia para uso de guias eletrônicas de trânsito animal. Esse instrumento de fiscalização – exigido para a retirada dos animais da propriedade – facilitará o rastreamento da origem do gado.

Além desses recursos, mais R$ 500 mil serão gastos com o georreferenciamento das 12 mil propriedades rurais da região, que ocupam uma área de aproximadamente 150 mil quilômetros quadrados, equivalente a todo o território do Ceará. O georreferenciamento fará com que a localização das propriedades seja reconhecida por um sistema de referência e será feito em um único ponto da fazenda. Isso torna possível a conclusão do trabalho em 90 dias depois e a um valor bem menor.

Todos os custos serão do governo, restando aos proprietários rurais, na primeira fase, fazer o cadastro com informações de todo o rebanho. “Depois, basta fazer o monitoramento por satélite semestralmente e verificar se foi derrubada alguma árvore”, afirmou Stephanes.

Esse trabalho será feito pela Embrapa Monitoramento por Satélite, a mesma unidade da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias responsável pelo georreferenciamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Essa é a parte mais cara e deve custar, anualmente, R$ 2,5 milhões.

Inicialmente esse custo deve ser bancado pelo governo, com participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mas, o objetivo do ministério é que nos anos seguintes os gastos sejam divididos com produtores e frigoríficos. O finalidade, segundo Stephanes, é que o sistema de rastreamento seja implantado, posteriormente, em todo o Pará.

terça-feira, 7 de julho de 2009

TECNOLOGIA

Ônibus movido a hidrogênio construído no Brasil é apresentado em São Paulo

Daniel Mello
Agência Brasil

O primeiro ônibus movido a hidrogênio construído no Brasil, que começará a circular em agosto, foi apresentado na capital paulista. A tecnologia, até agora, só foi desenvolvida na Alemanha, China, Estados Unidos e Japão, mas o protótipo brasileiro é bem mais barato. O veículo deverá circular inicialmente no Corredor Metropolitano ABD, que liga São Mateus a Jabaquara, na região metropolitana de São Paulo.

Na maioria dos aspectos, o veículo parece um ônibus normal – a diferença é uma saliência na parte exterior do teto, onde ficam os tanques de hidrogênio. Além disso, é muito mais silencioso do que os ônibus convencionais.

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), coordenadora do projeto, avaliará o desempenho do primeiro veículo para corrigir possíveis falhas nos outros três ônibus que deverão entrar em funcionamento no primeiro trimestre do próximo ano. Eles também deverão atuar nas 13 linhas do corredor ADB.


Os veículos são abastecidos com o combustível extraído pela eletrólise da água – separação do hidrogênio do oxigênio com o uso de eletricidade. O gás é usado para gerar a eletricidade que movimenta os ônibus e, após a combustão, o escapamento emite apenas vapor de água. Desse modo, o veículo não emite poluentes.

Os 45 quilos de hidrogênio que podem ser armazenados nos nove tanques presentes no protótipo dão ao veículo autonomia de cerca de 300 quilômetros. O sistema conta ainda com baterias que armazenam energia excedente produzida pelas células de hidrogênio e pela frenagem, o que pode levar o veículo percorra mais 40 quilômetros.

O custo do projeto de desenvolvimento e construção dos quatro ônibus, mais uma usina de produção de hidrogênio, que deverá ser instalada em São Bernardo do Campo (SP), é de R$ 38 milhões. O projeto tem apoio do Ministério de Minas e Energia, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), da Global Environment Facility (GEF) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

O novo ônibus “já passou por todos os testes que são normais na indústria automobilística”, garantiu o gerente de desenvolvimento da EMTU, Carlos Zundt, em relação à segurança do veículo. “É mais fácil ter um problema em um ônibus a diesel do que em um ônibus como esse”, afirmou.

Quanto aos custos, Zundt disse que podem ser construídos outros veículos com preço semelhante ao de um trolleybus (ônibus elétrico), aproximadamente R$ 2 milhões. O preço pode cair até 20%, caso haja produção em escala maior. Segundo ele, peças importadas, como os tanques e as células de hidrogênio, são mais baratas quando compradas em maior quantidade. Ele ressaltou, no entanto, que é preciso haver mais demanda para que se pense em aumentar a produção.