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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Aneel adia aprovação do edital do leilão de fontes alternativas

MME pediu prazo para proceder habilitação técnica dos empreendimentos cadastrados

Agência CanalEnergia, Planejamento e Expansão

A Agência Nacional de Energia Elétrica retirou da pauta da reunião pública de ontem (18) de maio, a apreciação do edital do leilão de fontes alternativas, que estava previsto para o mês de junho. Segundo Edvaldo Santana, diretor relator da matéria, a medida foi atendendo um pedido do Ministério de Minas e Energia, que pediu mais prazo para proceder a habilitação técnica dos empreendimentos cadastrados.
Santana disse que, em ofício enviado na última sexta-feira, 14, o MME disse que não seria possível fazer a habilitação em tempo hábil para a realização do certame no final de junho. Foram cadastrados 478 empreendimentos, com capacidade instalada de 14.529 MW. O diretor afirmou que vai esperar novas diretrizes do MME para recolocar o edital na pauta.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

ENERGIA RENOVÁVEL

Especialistas recomendam nova matriz energética

Durante o seminário “A exploração do potencial eólico brasileiro”, promovido pela Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, técnicos e especialistas apontaram como necessária a diversificação da matriz energética brasileira, com investimentos principalmente em energia éolica.

Segundo o secretário-executivo adjunto do Ministério das Minas e Energia, Francisco Romário Wojcicki, o potencial hidrelétrico do país, da ordem de 860 gigawatts, deverá estar esgotado entre 2030 e 2045.

Do total da energia consumida no país, mais de 80% provêm de hidrelétricas, daí a necessidade da procura por outras fontes de energia, segundo a constatação de Francisco Wojcicki. Outros 5,3% são obtidos através de biomassa e apenas 0,1% dos ventos.

Outro assunto tratado no encontro e que reforça um novo pensamento sobre a matriz energética no Brasil está no crescimento econômico. Se nos próximos anos o país crescer no mesmo ritmo ou tenha este ciclo acelerado, precisará cada vez mais de energia. Para tanto, o engenheiro da Eletrobrás Márcio Antonio Guedes Drummond apresentou estudo, segundo o qual, até 2017, o país precisará gerar, em média, 26 mil novos megawatts de energia. “Não é possível atender todo esse crescimento com apenas uma fonte ou duas”, disse à Agência Câmara.

Em relação a energia eólica, atualmente a produção nacional é de 550 megawatts. Embora ainda seja uma participação pequena, a previsão é que entre 2007 e 2010, o país multiplique por seis a capacidade instalada de geração de energia por meio do vento.

Primeiro leilão
O primeiro leilão específico para a área de energia eólica será realizado no dia 25 de novembro. Com isso, essa fonte passa a integrar, pela primeira vez, a matriz energética brasileira. O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, informou que 441 projetos foram credenciados para o leilão. Em sua opinião, o interesse da iniciativa privada atesta a viabilidade da geração eólica no País. No total, esses interessados apresentaram propostas com potencial de geração de mais 13 mil megawatts.

O presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeólica), Lauro Fiúza, que também participou do debate, afirmou que o novo mapa eólico do país, em elaboração, mostra uma capacidade de geração superior a 300 mil megawatts. "Isso equivale a 20 usinas de Itaipu", comparou.

Outra vantagem brasileira, segundo ele, é a complementaridade possível entre as fontes hidráulica e eólica. Fiúza explicou que, enquanto as chuvas são mais fortes no primeiro semestre e perdem impacto no segundo, com os ventos ocorre o contrário - eles são mais fracos na primeira metade do ano e mais vigorosos na segunda.

Essa avaliação do caráter complementar entre as energias eólica e hidrelétrica é compartilhado pelo engenheiro marcos Antonio Drummond. Ele cita estudos que mostram que, com a substituição das usinas térmicas do Nordeste por eólicas, é possível aumentar não apenas o nível dos reservatórios na seca como reduzir os custos de operação e melhorar a interligação do sistema.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

ENERGIA RENOVÁVEL


Pesquisadores desenvolvem material para torres eólicas 40% mais barato

EcoDesenvolvimento

Pesquisadores da Universidade de Coimbra apresentam, no Ceará, uma técnica inovadora de construção de torres metálicas para fábricas eólicas, que poderá reduzir até 40% o preço do equipamento. A pesquisa será exibida durante o Power Future 2009 - Exposição Internacional e Seminários das Energias Alternativas e Renováveis, que é realizado em Fortaleza, de 29 de junho a 1º de julho.

O projeto utiliza aço de alta resistência para "fazer nascer uma nova geração de torres, mais leves, fáceis de transportar e, portanto, mais econômicas", informou em comunicado o presidente do Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), Luís Simões da Silva.

Luís Simões, que é o principal responsável pelo projeto sobre torres de aço super-resistentes para turbinas eólicas, ressaltou que a tecnologia contempla torres "com uma altura entre os 80 e os 120 metros".

Para o diretor-geral da Braselco (empresa de serviços com sede em Fortaleza e que atua nas áreas de projetos, assessoria e consultoria em energias renováveis), Armando Abreu, a inovação representa um significativo avanço para o setor.

“Essa nova tecnologia vai permitir a substituição das tradicionais flanges, utilizadas na união das seções de torres metálicas de aerogeradores eólicos, por peças construídas em aço S460, de alta resistência e mais baratas", explicou. Ele estima uma economia de 30% a 40% no preço das torres, que custam até R$ 1,2 milhão.

PARCERIAS

Para Simões da Silva, o trabalho desenvolvido "mostra claramente que a universidade não faz investigação abstrata, mas sim de utilização prática". Ele informou ainda que outras universidades da Suécia, Alemanha e Grécia são parceiras no projeto, e que a intenção é analisar as possibilidades de inserir as universidades do Ceará no programa. Empresas da Finlândia, Alemanha e de Portugal também fazem parte do grupo que desenvolveu o projeto.